quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


E eu que pensei que era diferente...


Ah, as férias. Estão acabando. E eu no terceiro ano do ensino médio. Uh, o ano do terror, o incrível vestibular vem chegando. E com gente enchendo a minha cabeça alegando que eu não tenho responsabilidade, tenho que escolher minha primeira profissão JÁ. E La vem pressão, gatinhas. RS
O método de ensino do Brasil é burro. Burro. Decorar não é saber. E a gente precisa saber. Eu não acordo cedo todo dia pra provar pra professora que ela cumpriu direitinho a função dela. Ainda mais que ela nem ganha o bastante pra isso. A gente decora, não entende, não fica sabendo. Então, nós reclamamos que o que aprendemos não serve pra nada. É claro que não, não sabemos usar porque não aprendemos. Decoramos.

DECORAR É BURRO.

Mas ninguém disse pra gente que a gente tem que saber. Ninguém fez força pra isso. Porque esse é o método. Estamos criando mais amebas, pessoas que mal sabem ler e escrever, que não tem opinião formulada sobre nada além de música e festa, que não sabem fazer análise critica, que não querem saber a quantas anda a política, a economia do seu país. Pessoas que não tem pátria. É nós, um bando de filho de chocadeira deportada.
Prova escrita é a melhor forma de saber o que você não sabe. E o que você sabe? Não concordo. A gente tem que pegar o que a pessoa tem de bom e usar a nosso favor. A gente tem que pegar o que ela tem de ruim e melhorar. A gente tem que fazer valer esses anos todos que passamos “estudando”.
E agora que eu estou no terceiro ano, vem esse mundo dizer que eu tenho que estudar, que eu tenho que aprender a escrever redação, que eu tenho que ver e ler o jornal, que eu tenho que lembrar as fórmulas de matemática e física? Pra fazer umas provas dissertativas. Agora é a hora, né? Agora tudo mudou. VAI TOMAR NO CU.

E sabe o pior? Eu vou estudar, me informar, vou fazer as malditas provas e com a maior atenção. Porque se eu não faço, eu viro merda. Se eu não faço isso a minha voz tem chances ainda menores de ser ouvida. Eu vou ter que viver de bolsa-pobre e eu não quero isso pra mim. Então eu sigo a massa dominada, domino meu asco e dou o maior mergulho no vaso sanitário. E nem sei se um dia essa merda acaba, acho que não...

Esperança? Ah, ta. Se você ganhar na Mega Sena não vai distribuir o dinheiro e nem fazer por onde que o mundo seja um lugar melhor. Nem você e nem eu. Vai viver por aí fazendo protesto, tentando mudar? Vai ser da ONU você? Nem eu.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010




Foto: minha cara de quem passa fome, foi o melhor que pude fazer.


Quem Foi A Pátria que Te Pariu?






E mais uma vez o sentimento de revolta se apossa de mim. Cada vez mais. Ah, eu não queria isso pra mim.
Bom, acho que eu queria sim. Até mesmo por quê, me revoltar é o mínimo que eu posso fazer. Me revoltar com tudo isso que acontece e com a minha falta de ação. Minha e de quase todas as pessoas.
É, o discurso político-social-hipócrita continua. Porque eu simplesmente não consigo me conter.

“O Haiti não é aqui, mas é Vigário Geral logo ali.”

Cara, acorda! O filho da puta, porque é isso que essa pessoa é, vai adotar um moleque de lá, mas pro moleque daqui ele só da desprezo. E no máximo, quem sabe, porrada.
Esmola é indigno, sai dessa. A gente tem que dar dignidade, não esmola.

A mudança tem que ser de dentro pra fora. Tem que resolver o daqui pra depois tentar resolver o de lá. Problema + Problema. A equação só pode ter como resultado ‘zero’ ou um número negativo.
Eu entendo (entendo assim, não concordo) que os senhores loiros e capitalistas do primeiro mundo não queiram adotar o menor preto e pobre que é vitima de catástrofe no Haiti, que antes já era miserável. Eeeeentretanto, o Brasil não tem condições.
Onde comem um comem dois, é? Não sabia que i Brasil tinha tanto Jesus de Nazaré.
Irmão, a realidade dói. Está cheio de orfanato no Brasil. Os orfanatos, olha só a coincidência, estão cheios de pobres, negros e vitimas de catástrofes.
Vista a SUA camisa. Nunca vi flamenguista torcer pra fluminense em FlaxFlu. Ok, isso não é jogo, mas o país do futebol é a sua pátria. SUA.
Estamos quase todos realmente preocupados com o Haiti e querendo ajudar. Mas tem que ser do jeito certo.

“O Haiti não é aqui, mas é Vigário Geral logo ali.”

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009


Eba, é Natal e todo mundo se ama pra sempre. ¬¬'


Por que as pessoas são tão más? É, eu já começo com uma pergunta. Digo, por que a crueldade sempre ultrapassa todas as barreiras? Por quê?

Está escrito nos olhos de cada um que a vida do outro não importa. As pessoas se acostumaram com atrocidades. E eu não falo de meninos com agulhas no estômago, embora isso seja um absurdo. Eu falo de guerras. De matar pessoas a sangue frio. Milhões de pessoas.

Eu sempre falo de valores, hipocrisia, essas coisas. Mas deixar um mundo todo morrer?! Ou melhor, vários mundos, porque cada um é um mundo diferente. É demais pro meu coração. Ah, não é sentimentalismo. É deixar de ser apenas humana. Eu tenho vergonha de dizer que ter sentimentos é ser humana, afinal, a humanidade é o caos.

Caos. Eu tenho repulsa cada vez que vejo a brutalidade dando o ar de sua graça. Senhoras e senhores, chegamos ao fim. Apocalipse, 2012, etc, que bobagem. Eu não preciso esperar pelo pior.

Tudo de ruim que a natureza quis passar, passou por meio de nós. Ela não precisa fazer rebelião jogando o mar em cima das cidades e com vulcões entrando em erupção a cada cinco minutos.

Nossa falta de caráter, amor, compaixão e encantamento por qualquer coisa além de nosso umbigo já é o apocalipse. Sentar e chorar não adianta mais. Fazer o que...


É que é tão legal ver e não fazer nada, né?

"A humanidade acha mais normal ver dois homens segurando armas do que dando as mãos."
(não foram exatamente essas as palavras, mas é isso aí)

domingo, 29 de novembro de 2009





Sei lá, isso aí apareceu.
Não é pra ninguém em especial... apenas apareceu.


Come back


Que o horror seja breve.
Que o momento seja esse.
E que por mais que a gente pense,
Simplesmente a gente faça.

Que a noite que cai não tombe no chão
E que a luz que bate não machuque.

Tudo o que você podia fazer para me machucar você já fez.
Tudo o que você podia fazer para me recuperar você já fez.

Sempre que a gente pensar um no outro,
Vai ser assim.
Vai ser sempre assim.

E sempre que você precisar, eu estarei aqui
Mas aqui não é o meu lugar, então esqueça
Esqueça de toda e qualquer coisa.

Todo esse passado exuberante que já apresentamos
É só uma história distante
Daquele tipo que parece que nem aconteceu.

E por mais que você já tenha acontecido em mim,
Já te tirei daqui.
Tirei tudo e qualquer coisa.
Tirei. Atirei. Me fui. Me deixei. Parti.

Não digo adeus, apenas um até logo,
Breve como aquele nosso horror do inicio.
Nada do que eu disse é pra sempre.
Nada.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009




Isso não fala de amor e nem de revolta adolescente.
É uma crítica ao Estado. É abstrato, mas critica o sistema.

"Quem tem medo assimila toda forma de expressão, todo protesto."

Não assimile tudo. Pense.
Importe-se.


Estado de Bolha.

O olhar nunca mais foi o mesmo. Nada representaria mais que a própria vida, jogada fora. Como uma trouxa de roupas velhas, como um destroço no meio da imundice.
- Diplomacia, meu caro. Diplomacia!
Desmantelou-se. Desatingiu, desfigurou-se.
Infidelidade, indispensável. Infinita.
Apenas um no meio de um milhão. E mesmo assim um quase nada subentendido em forma de projeção. Corra atrás, não pare. Tão clichê e absurdo quanto a nossa ignorância pessoal e refletida. Ingenuidade é o cacete!
O estado se deplora e minha mente desaloja.
E, mais uma vez, o estado se deplora.

Quem me dera fugir e fugir...
Não me dê, nem ao menos esperança. Fugir pra que, de quem, de onde? Fugir para a desolação, humilhação, esquecimento. Rancorizar meu coração e minha existência. Destruir minha capacidade, retroceder, produzir incapacidade.
Reproduzir.
Reproduza, como um porco na lama. Reproduza, cavalos reproduzem.
Trepadeiras enfeitam a minha casa, a minha estante. Em um instante penso não ser e não estar. Não ter visto tudo isso.

Meus olhos fizeram um sistema, meu sistema. Tenho minha própria mente burocrata. Burocracia. Temo minha própria mente.
Buracos na sociedade, no peito, boa mira. Desvencilhe-se do partido. Assegure-se em nostalgia. Nostalgia... nostalgia... nostalgia.

Gire o mundo, roda gigante. Montanha russa. Vômito. Vomite por cima, não coma. Distúrbio, perca a cabeça. Esqueça, relembre. Não saiba. Não veja. Não toque, não mexa. Não saiba. Não saiba.

Saia. Não saia dessa, retire essa. Fique você, ela que saia.
Saia curta, cultura hipócrita. Falso, falsa identidade. Identidade, falsa identificação.

Identifique-se com a mudança. De atitude? Ei, percepção! Perceba o que vem atrás, olhe pelo retrovisor. Tudo em volta, gira a roda. Pra baixo cresce, pra cima cai. Feche os olhos.

Não há nada lá fora, meu bem. Não foi nada.

sábado, 21 de novembro de 2009




Um só tempo.
Uma só vida.
Um só amor.
Uma única vez.
Um único parágrafo.

Morte e vida não são antônimos.
Da quase morte nasce a vida.



Parágrafo Vidal

Era pequena. Não conhecia o mundo. Se escondeu no escuro, deixou-se ir. A morte? Mas a quem importa o que não pode ser visto? Não entenda, durma. Durma, meu amor. Mas a consciência absoluta não se esvaía. Por sorte se ausentava, por alguns poucos minutos. Era quando sonhava. E se contorcia. As mãos suavam, os pés gelavam, a boca secava, a cabeça atordoada. Infame. Mero castigo. Nenhum olhar. Sentia-se crescendo, sentia-se no ventre. Sem leite materno, sem cordão. A ligação com o encantamento de qualquer coisa diluiu-se. A consciência matava. Ou pior, deixava viver. Calor, medo. Nenhum olhar. Nenhum olhar. A continuidade se revela apenas em seu ser. Para quem dorme o tempo não passa. Eis o porquê do beijo de boa noite. Não há bom dia. Que dia? Conforto e conformismo aguçados. Às vezes quentinho e acolhedor. Ainda sem cordão. Se encolheu. Se abraçou. Como feto. Os olhos doeram, o quentinho se foi. Ela toda se esticou. E não era mais a mesma. Mil cordões. Incontáveis, indescritíveis. Infinitos cordões, se é que se chega ao não-medir, por vez. Abriu os olhos. “Não se mexa.” Viu o sol se deslocando. Viu a esfera oval se contraindo. Como óvulo. Incontrolável aptidão, foi enfeitar. Voou. Deixou o casulo, foi para o ventre. Pulsou o coração. Era apenas um elétron vagante de uma célula em experiência.

domingo, 15 de novembro de 2009


Foto: Oh, Mão, não acredito! Essas são as notícias do dia??!


Então, resolvi voltar a postar no blog.
Não são opiniões, porque opiniões não importam no meio da massa.
Importe-se.



Manchete do Dia


Mesmo que dissesse o que é cada coisa dessas, seria complicadíssimo alcançar a total compreensão. Mesmo que cada um de vocês fingisse entender, seria hipocrisia demais eu fingir que não sei.

Não consigo entender todas essas regras e todos esses maltrapilhos vagando por aí (não, a culpa não é deles). Não consigo entender o que cada um diz ao mesmo tempo que o outro e ao mesmo tempo ninguém diz nada. Não consigo entender toda essa coisa e esse sistema.

Mas dizer que não nasci para isso aqui, ah, todos dizem isso. Então o que seria? Seria o erro geral, a falha generalizada, o cotidiano burro de todos nós?

Mas “o que é certo e errado no mundo dos espertos”? O que é falha onde todos têm as mesmas atitudes?

E se dizer diferente é tão estúpido. “É a estupidez se propagando.”

Como pode qualquer um fazer qualquer coisa e a coisa não se mexer? Como pode todos fazendo de tudo e apenas o de sempre existindo?

Desculpa aí todo mundo. Me desculpem pela agressão aos seus escrúpulos, regras e conceitos. Desculpe pelo que chamam de senso. Mas não existem mais regras. Não existe mais certo e errado. Conceitos são apenas descrições e não são seguidos. Idéias e opiniões servem apenas para enrolar uma conversa qualquer. É tudo prosa. E todo senso é o senso comum. O senso comum é uma piada, uma mentira. Tudo é comum e esse falso tino é ofensivo.

Foi mau todo mundo, mas viramos bagunça. E generalizada, o que é pior. Puta falta de personalidade e gentileza.

O que é diferente e sério, considerando que qualquer porcaria serve apenas para veicular no jornal e distrair as pessoas no domingo?

Já gravei todo o enredo, já reparei em todas as formas de ser a mesma coisa que o anterior. Não agüento mais essa merda.